Ouro Minas Palace Hotel cresce em 2018

O faturamento do Ouro Minas Palace Hotel cresceu 6,96% em 2018, apesar da crise econômica (incluindo a greve dos caminhoneiros), da sobreoferta hoteleira em Belo Horizonte e de uma taxa de ocupação abaixo da média da capital mineira. O segredo é simples: o hotel está focado no turismo de negócios e eventos corporativos (o MICE, como também é chamado, de acordo com o acrônimo inglês), um segmento de alta renda, e está conseguindo ter sucesso nessa área.

Turistas corporativos são 60%

De acordo com declarações de Leandro Santos, gerente do hotel, ao site Hotelier News, cerca de 60% dos turistas que demandam o estabelecimento são corporativos. Vêm principalmente de quatro localizações: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e também do Distrito Federal, mas sempre com São Paulo como principal emissor.

A natureza dinâmica do turismo corporativo

O turismo de negócios tem diversas vantagens para os estabelecimentos hoteleiros, em Belo Horizonte, São Paulo ou qualquer outra cidade. Começando pela previsibilidade e estabilidade do cliente, que vem por motivos profissionais e, no geral, se comporta profissionalmente. Com foco e sabendo o que quer, é um cliente que não dá espaço a imprevistos.

Depois, porque as possibilidades de renda alta são maiores. Muitas vezes é a empresa que paga as despesas; se é o próprio profissional que paga, será um CEO ou alto quadro. O objetivo da estadia é fazer dinheiro (seja diretamente, através de contatos, etc.,) e para isso os empresários e CEO reconhecem a necessidade de investir. A despesa em hospedagem corporativa é vista como um investimento.

Finalmente, porque é um tipo de turismo que não está dependente de uma época alta, pelo contrário. Pode ser a melhor forma de um estabelecimento combater a dependência da sazonalidade, que é sempre um inimigo do balanço e das contas em um setor como a hotelaria. Os clientes corporativos aparecem durante todo o ano.